Bem-vindo à Águas de Coimbra!
A Águas de Coimbra, oficialmente designada por AC, Águas de Coimbra, E.M., é uma empresa de âmbito municipal, dotada de autonomia estatutária, administrativa e financeira, com capital social detido, na sua totalidade, pela Câmara Municipal de Coimbra.
No seu objeto social insere-se o planeamento, a operação e a gestão integrada e sustentável de todo o ciclo urbano da água do sistema municipal em baixa, e que corresponde às atividades de distribuição de água, drenagem de águas residuais e drenagem de águas pluviais.
Pautaremos a nossa atividade pela prestação de um serviço público da mais elevada qualidade, orientado pelos princípios de eficácia e eficiência de gestão sustentável dos recursos naturais e energéticos, sempre com o compromisso de gerar valor económico, social e ambiental.
O Presidente do Conselho de Administração da AC, Águas de Coimbra, E.M.
José Alfeu Almeida de Sá Marques
Na AC temos por missão assegurar o abastecimento de água e a drenagem de águas residuais, bem como a prestação de serviços associados.
Ambicionamos ser uma das referências nacionais ao nível das Entidades Gestoras de sistemas de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais, em baixa, através da prestação de serviços de excelência aos clientes e da criação de sinergias com as instituições do saber e do fazer.
Enquanto colaboradores da AC a nossa atuação norteia-se por padrões de conduta, designadamente:
Ética: atuamos com transparência, equidade, honestidade, respeito e lealdade. Respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente.
Espírito de equipa: privilegiamos o diálogo, a partilha e a cooperação entre nós. Promovemos o estabelecimento de parcerias com organizações envolventes para alcance de benefícios mútuos. Consolidação do sentido de pertença e integração.
Excelência: consideramos que com um elevado nível de exigência quanto ao nosso desempenho podemos alcançar a total satisfação dos nossos clientes e a melhoria contínua. A superação, ambição, exigência e criatividade são determinantes para a excelência. Compromisso com o crescimento e resultados.
Liderança: assumimos o papel de agentes de mudança no setor da água, envolvendo todos os elementos da organização numa atitude de ambição e referência, tendo como visão a descoberta de novas oportunidades.
Serviço público: atuamos com transparência e rigor, comprometidos com a sustentabilidade do recurso que exploramos e com a satisfação das necessidades da comunidade que servimos.
Ao adotarmos este conjunto de valores pretendemos reforçar os laços de confiança com os nossos clientes, com o acionista, com os fornecedores, outros parceiros da sociedade envolvente e demais partes interessadas.
A Empresa Municipal Águas de Coimbra tem como principal desafio desempenhar diariamente a sua missão com elevados padrões de qualidade, pois só dessa forma alcançará a sua missão.
Neste sentido, a AC definiu as seguintes linhas de orientação estratégica:
No âmbito da atividade da Águas de Coimbra comprometemo-nos a:
Em meados deste ano, a água chega finalmente às casas de muitos dos conimbricenses, após tentativas efectuadas durante cerca de duas décadas. A água passou a ser captada no Mondego, elevada a partir da estação elevatória da Rua da Alegria, para os reservatórios do Jardim Botânico (desactivado) e da Cumeada. Ao invés do que se verificou noutras cidades, o serviço de abastecimento de água foi desde o início assegurado pela Câmara Municipal de Coimbra, tendo esta sido pioneira na municipalização dos serviços, não só do abastecimento de água, como do gás e da tracção eléctrica (primeiras décadas do século XX).
É edificada a Estação Elevatória do Parque Dr. Manuel Braga, a qual, até meados dos anos 1950, foi o centro nevrálgico do abastecimento de água à cidade. Nos anos imediatos, o sistema de captação e elevação foi modernizado, inclusive com a substituição do equipamento elevatório, que deixou de funcionar a gás (cuja fábrica foi desactivada, em 1923), passando a utilizar energia eléctrica.
Nas três décadas subsequentes, alguns factos são dignos de registo. Por um lado, a ampliação da rede e da respectiva capacidade do sistema, para fazer face às necessidades da população e do desenvolvimento urbano, também impulsionado pelo surto industrializador, então verificado. Assim, os bairros de St.º António dos Olivais e de St.ª Clara – outrora periféricos – foram integrados na malha urbana e passaram a usufruir também do fornecimento domiciliário de água. Para este efeito, foi necessário construir novos reservatórios, em St.º António (enterrado, em 1908-1909 e elevado, na década de 1930, e de St.ª Clara, também elevado, na de 1940).
Entra em funcionamento a nova Estação Elevatória da Boavista e o Reservatório da Quinta Nova (zona do Cidral), o que constituiu mais um passo significativo na actualização e no reforço do abastecimento de água concelhio.
Foi criada a Casa do Pessoal da Câmara Municipal de Coimbra, tendo esta passado a prestar mais atenção à sua responsabilidade social. Aquela tinha por incumbência, entre outras actividades (relacionadas com os cuidados de saúde e o bem-estar), a organização de eventos de confraternização e convívio. Obviamente que a sua criação se enquadrou na política corporativa do Estado Novo, integrando-se na esfera de acção da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho – FNAT, fundada em 1935.
Entretanto, paralelamente à modernização tecnológica, também o sistema de gestão sofreu alterações, nomeadamente através de uma maior especialização. Com efeito, foram então constituídas duas áreas, no âmbito da gestão municipal: por um lado, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMASC); por outro, os Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC). Além do crescimento demográfico e socioeconómico da cidade, também um número cada vez mais elevado de povoações rurais esperava ansiosamente pelos benefícios do moderno abastecimento de água e saneamento. Consequentemente, a ampliação, especialização e desenvolvimento daqueles serviços foram essenciais para dar resposta às novas exigências e necessidades, sentidas de um modo mais consciente e profundo no pós-25 de Abril de 1974.
Durante esta década e meia, foram muitos os progressos e consideráveis os investimentos, no reforço das captações, na ampliação da rede e no aperfeiçoamento dos processos de tratamento e de controle da qualidade da água, bem como na instalação de numerosos reservatórios. Alguns destes são elevados, tendo, por isso mesmo, maior visibilidade. Todavia, a maior parte é formada pelos reservatórios enterrados, os quais, frequentemente, passam despercebidos.
Face a desafios cada vez mais ousados e de maior exigência – em termos de quantidade e de qualidade da água e da própria legislação, comunitária e nacional, mais rigorosa e específica –, em 24 de Maio do referido ano, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Coimbra transformaram-se na Empresa Municipal, denominada AC, Águas de Coimbra, E.M.
Ultimamente, a Empresa tem pautado a sua acção pela modernização e melhoria da qualidade dos respectivos serviços, através do controle regular mais sofisticado e aperfeiçoado da qualidade da água e da respectiva comunicação aos clientes, bem como de novos equipamentos de telecontagem e telegestão. Igualmente digno de referência tem sido o investimento efectuado com vista ao incremento de uma nova cultura da água, por meio de múltiplas iniciativas levadas a cabo no âmbito do Museu da Água, oficialmente inaugurado em 22 de Março de 2007 e já considerado um Museu de referência, entre os seus congéneres europeus, pelo que tem feito pela educação e salvaguarda do património industrial e cultural da água. As acções desenvolvidas passaram, assim, a ser perspectivadas como parte relevante da missão de AC, Águas de Coimbra, E.E.M., constituindo hoje um dos eixos centrais da sua actividade. É que, como bem sabem os seus responsáveis, praticamente tão importante como satisfazer as necessidades básicas dos clientes – no centro das quais estão o abastecimento de água e o saneamento – é alimentar o espírito, para o que muito tem contribuído o diversificado e aliciante programa cultural oferecido pelo Museu da Água e pela Empresa que o criou e tem apoiado.
Para um estudo mais aprofundado da temática, é imprescindível a leitura da seguinte obra:
José Amado Mendes, História do Abastecimento de Água a Coimbra, vol. I: 1889-1926, Coimbra, AC, Águas de Coimbra, E.E.M., 2007; vol. II: 1927-2007 (publicada em Setembro de 2009).
Coimbra, 20 de Julho de 2009
José Amado Mendes
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